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3.11.17

O Filósofo Disse


Artista /// Nicholas Petrus
Título /// O Filósofo disse - "o corpo é o desvio da... Como o desejo de... Um dia será... Nunca saberemos se..." O discípulo contesta - "meu corpo dói, mas ainda não sangra... Do corpo uma vez...E o filósofo continua: Se a beleza tua é a espada, o caminho da liberdade será a tortura da alma. O corpo violado não possui destino, e a alma sem desvios não encontra o amor... Pode me servir mais vinho?
Dimensões /// 27 x 21cm . cada imagem
Técnica /// Impressão em papel fotográfico
Data /// 2017







1.10.17

CHA-CHA (1979) . Trailer



Trailer do filme Cha-Cha de 1979.
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com legendas em português
/// nicholas.petrus@gmail.com
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Cha Cha /// is a 1979 Dutch film written by Herman Brood and directed by Herbert Curiel. It stars Herman Brood, Nina Hagen, Lene Lovich and Less Chappell. Released on December 13, 1979, the film is a story of a bank robber who is trying to change his life and become a rock star. It takes place in Amsterdam's punk and new wave scene. All characters in the film have the same names as the actors. Cha Cha features musical performances by the main actors. The soundtrack for the film was released by CBS and Ariola Records.
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/// Directed by
Herbert Curiel

Produced by /// Marcel Kerkhoff

Written by /// Herman Brood and Herbert Curiel

Starring /// Herman Brood, Nina Hagen, Lene Lovich, Less Chappell

Music by /// Herman Brood & His Wild Romance,
Nina Hagen, Lene Lovich

Edited by /// Rob van Steensel
Release date /// December 13, 1979
Running time /// 99 minutes
Country /// Netherlands
Language /// Dutch, English, German

17.8.17

DESARTICULACIONES . Texto

D E S A R T I C U L A C I O N E S
María Alejandra Gatti
curadoria
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NICHOLAS PETRUS
Texto sobre a obra de Lihuel González para o catálogo da exposição
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Nunca os almoços de família serviram.

Era o mesmo silêncio estúpido do tio sem nome, aquele cheiro de armário nos bafos, o mesmo tio róseo no final da tarde, camisa manchada de gordura de frango, o mesmo domingo do ano passado outra vez. A mesma desculpa do arroz empapado – que nunca estava realmente empapado, a mãe esperando aquele elogio que nunca veio porque todos sabiam que não viria. De novo ela esperava, como no outro ano esperou.


O elogio se viesse um dia, seria até impróprio: parentes calados não babam. Ansiedade pra palitar os dentes, o paladar mais relevante do ano foi o refrigerante, quem espera sempre alcança. A mãe tinha esse dom de fazer cara-de-quem-espera, afinal tinha passado doze meses se preparando, de novo, pra sua melhor cara-de-quem-espera. Almoço servido, gelo com gosto de peixe, o sabor de ontem, as mastigadas de boca aberta: esperar é simples, esperança tem que explicar. A tia na espera do ensaio perfeito para o próximo domingo em família ser como o de hoje. No meio o pirex do amor sanguíneo, enchendo, enchido por todos, o centro da mesa a união fraterna, a vala, o sepulcro: ossos com saliva, vidro santa-maria-amber, o enterro, as rosas plásticas, o frango com laranja.


A salada naquela travessa de sempre, com o fundo encardido de forno, com uma ponta lascada que todos faziam questão de dizer “toma cuidado, a pontinha ta lascada”. Quando a travessa passava pro outro lado da mesa, sempre atrapalhava alguém já com o garfo quase na boca, sempre nesse domingo, igual ao do ano passado. A mãe, sempre a última a começar, pensava só em oferecer mais arroz “pra repetir”, media a comida dos outros fingindo...

LEIA O TEXTO COMPLETO ABAIXO:



Os artistas apresentados são Alan Segal, Lorena Marchetti, Lihuel González, Lorena Fernández e Verónica Gómez, com a participação de escritores brasileiros contemporâneos junto aos cinco artistas argentinos. Nicholas Petrus escreve sobre Lihuel González, Thais Gouveia sobre Verónica Gómez, Fabiana Faleiros sobre Lorena Fernández, Marcelo Carnevale sobre Lorena Marchetti, e Leonardo Araújo escreverá sobre a obra de Alan Segal.

Obras, textos, público, espaço, sons, tempo, cores... Há uma unidade no momento que compreendemos que as obras se diferenciam e completam, são solitárias, mas na solidão não dialogam, são criações de artistas, mas são – finalmente – de todos nós.


BLAU PROJECTS
Rua Fradique Coutinho . 1464 

VILA MADALENA
.

7.8.17

BLOW UP . Encontro Cultural


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L A B 8 7  .  A R T E   C O N T E M P O R Â N E A
B L O W  U P     ///     A G O S T O
S Ã O   P A U L O   .   2 0 1 7
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 R  U  A    D  E    L  A  Z  E  R
 ///  Francisco Aquarone  .   87
    04026 – 020  . São Paulo . SP
      MSG   98539 - 0377

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T A T U A G E M  ///  M I C A E L   F A C C I O
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Micael monta na Sala 2 um pocket-studio de tatuagem.
Um triângulo, uma flor, uma flecha, uma caveira...? Qual é a sua próxima tatoo?
Micael Faccio trabalha com tatuagens há mais de 17 anos, estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e no Instituto de Artes Unesp. Apesar de passear entre vários estilos de tatuagem, como os neotribais, orientais, tradicionais e etc, prefere não se rotular por nenhum deles, seu maior interesse é o aprendizado e extrapolação das técnicas de desenho e percepção visual em si mesmas.

C O Z I N H A    A F E T I V A
massas especiais     vinhos     cerveja artesanal
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Ana Paula, chefe da Casa do Jasmim Grande, prepara massas artesanais e convida a todos para o prazer dessa degustação. A felicidade no paladar é uma arte, e a arte da gastronomia uma experiência sensível para ser compartilhada. Vinhos, cerveja artesanal, e mais surpresas na carta oferecida.

L I V R O S  L P S  R O U P A S
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Você pode encontrar aquele disco raro, uma roupa bacana, o livro que emprestou e sumiu...  




2.8.17

DESARTICULACIONES . Blau Projects




DESARTICULACIONES
LEITURA DE TEXTOS
12 de Agosto . 2017

María Alejandra Gatti
CURADORIA

ARTISTAS
Alan Segal
Lorena Marchetti
Lihuel González
Lorena Fernández
Verónica Gómez

BLAU PROJECTS
Rua Fradique Coutinho . 1464 . VILA MADALENA

No espaço, um discurso construído a partir da ideia de tradução como passagem cria uma condição ainda não decifrada, uma exposição com obras que acendem e apagam. Tudo desaparece quando nos aproximamos. O conceito silencioso da curadora argentina Alejandra Gatti para Desarticulaciones quer mais de nós e da arte, da linguagem, linguagens... A totalidade, uma trama exigente, é uma investigação da interdependência artística, com a obra existindo quando outras formas de significação se manifestam.

A integração obra-texto-espaço é um caminhar nessa fronteira pouco falada e pouco ativada de que a obra de arte esta inserida no contexto compartilhado e simultâneo das linguagens artísticas do corpo, da palavra, sons, gostos e odores. Desarticulaciones convoca a ativação de todas as Artes e dos nossos sentidos. O olho, o passo, a lingua, o corpo... a sincronia do sensível é a utopia final, fatalmente inalcançável, ensaio filosófico e harmonia espiritual. Para além da formalidade da obra, galeria, as relações possíveis, o silêncio da exposição é um sublime grito sobre o significado da beleza.

A intermitência das obras é completada na intermitência textual. Complexa como literatura, tocante como o poema favorito. Que se rompa o silêncio. O grito desfaz a espera do hábito: e que venha calmo, ousado, conflituoso, coletivo, solitário... mas a arte é o campo, o campo para lavrar e colher, o campo que alimenta o desconhecido. Campo onde grito não é dor e dor não á sofrer.

Como um poema visual, apresenta o vocábulo "traductio”, que pode ser definido como a ação de se guiar de um lado para outro, sendo composto de três partes. Uma delas é o prefixo "trans”, que é sinônimo de "um lado para outro”, o verbo "ducere”, que significa "guiar”, e o sufixo "cion”, que equivale a "ação”. A ideia é mostrar a ação de um lado a outro, de uma língua a outra e de uma linguagem a outra. O nome da exposição é inspirado na obra homônima, o livro Desarticulaciones, da escritora argentina Sylvia Molloy, publicado em 2010, em Buenos Aires.

Os artistas apresentados são Alan Segal, Lorena Marchetti, Lihuel González, Lorena Fernández e Verónica Gómez, com a participação de escritores brasileiros contemporâneos junto aos cinco artistas argentinos. Nicholas Petrus escreve sobre Lihuel González, Thais Gouveia sobre Verónica Gómez, Fabiana Faleiros sobre Lorena Fernández, Marcelo Carnevale sobre Lorena Marchetti, e Leonardo Araújo escreverá sobre a obra de Alan Segal.

Obras, textos, público, espaço, sons, tempo, cores... Há uma unidade no momento que compreendemos que as obras se diferenciam e completam, são solitárias, mas na solidão não dialogam, são criações de artistas, mas são – finalmente – de todos nós.

As obras estão, os textos existem, o espaço ali está...
E você, de onde vem, para onde vai?

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María Alejandra Gatti
A curadora atualmente trabalha como Coordenadora Geral do Parque da Memória – Monumento para as Vítimas de Terrorismo de Estado, espaço onde se articula a arte, a memória e os direitos humanos. Como curadora e editora independente, coordena o ciclo "Escenario Prestado”, projeto editorial que articula artes visuais com literatura, além de codirigir o projeto Catálogo dos textos da dança, declarado de interesse cultural em Buenos Aires e selecionado para participar da residência internacional NAVE, em Santiago do Chile, em 2017. Está atualmente escrevendo seu primeiro livro como autora independente, a ser publicado em 2018.

C.LAB
Concebido como projeto independente do programa regular de exposições da Blau Projects, o concurso anual C.LAB seleciona e apoia projetos de curadores e artistas para exposição no espaço da galeria, reforçando seu papel de incubadora e difusora da arte contemporânea.

20.2.17

EAT TO THE BEAT




Father Death Blues
Allen Ginsberg . 1983
video . Nicholas Petrus
..

Jack Kerouac and Steve Allen
Piano & Poetry
1959
..




Fried Shoes, Cooked Diamond
Constanzo Allione . 1978


...................................... Jack Kerouac 
text fragment

"Now it’s jazz, the place is roaring, all beautiful girls in there, one mad brunette at the bar drunk with her boys. One strange chick I remember from somewhere, wearing a simple skirt with pockets, her hands in there, short haircut, slouched, talking to everybody. Up and down the stairs they come. The bartenders are the regular band of Jack, and the heavenly drummer who looks up in the sky with blue eyes, with a beard, is wailing beer-caps of bottles and jamming on the cash register and everything is going to the beat. It’s the beat generation, it’s beat, it’s the beat to keep, it’s the beat of the heart, it’s being beat and down in the world and like oldtime lowdown and like in ancient civilizations the slave boatmen rowing galleys to a beat and servants spinning pottery to a beat.

The faces! There’s no face to compare with Jack Minger’s who’s up on the bandstand now with a colored trumpeter who outblows him wild and Dizzy but Jack’s face overlooking all the heads and smoke. He has a face that looks like everybody you’ve ever known and seen on the street in your generation; a sweet face. Hard to describe, sad eyes, cruel lips, expectant gleam, swaying to the beat, tall, majestical – waiting in front of the drugstore. A face like Hunke’s in New York (Hunke whom you’ll see on Times Square, somnolent and alert, sadsweet, dark, beat, just out of jail, martyred, tortured by sidewalks, starved for sex and companionship, open to anything, ready to introduce new worlds with a shrug). The colored big tenor with the big tone would like to be blowing Sunny Stitts clear out of Kansas City roadhouses, clear, heavy, somewhat dull and unmusical ideas which nevertheless never leave the music, always there, far out, the harmony too complicated for the motley bums (of music-understanding) in there."


.................................. Nicholas Petrus 
fragmento

"Como éramos boquirrotos! qualquer era sempre o culpado, a gente toda queria um bode expiatório. Não perdoava um, nenhum; falava e falava mais e continuava a coagular. Nem compare com fofocas que era comum, coisa séria: abríamos o coral, corávamos, e tudo decorado e salteado. Comíamos bem e nem fomos quistos, os esquisitos; adorávamos andar.

Vai! nem me fale. É mesmo, é verdade! E aquela vez que comíamos ali com cerveja, nas esquinas? Encolerizados! Derrotamos toda polícia!

Parece um pouco frio agora, não? Você percebe estar com a razão... já foi há muito tempo todas essas tantas porventuras sadias, muito tempo... Tem visto os camaradas!!? também não... tudo parece mais frio...

- Rompia uma rajada fria realmente. O entardecer de outono racionalizava as virtudes dadas, fazia repensar na atualidade, desconfraternizava. Fazia um dia frio desde pela manhã. Rachado nos lábios sente quando a velhice compreende a vida; não havia tido filhos. Nem nos últimos anos. Outros amigos, intimidades, amigas.

- Perdeu um pouco o pensamento na conversa e já estendia a mão para despedidas. Acabara de encontrar um conhecido e já tornava ao desconhecer: molhou um pouco o olho, a boca, sabia que estava bêbado caracterizado. Novamente desapercebeu-se e já estava só. Nem tão velho era e mantinha a solidão na fala. Só. Pensou mais um pouco nos dias mais quentes e deu uma tremelicada na esquerda da face."
..

The Ocean
or Sad Turtle . Jack Kerouac 
Jazz and Prose
.


Heartland Beat
Nicholas Petrus
to Allen Ginsberg
1957 . 1997 . 2017

.

11.2.17

HEARTLAND BEAT



H E A R T L A N D  B E A T 
NICHOLAS PETRUS 
video colagem
7'30'' . b&w . mono
2017 

...............ao poeta Allen Ginsberg

O poema Death to Van Gogh's Ear deriva na América, 
derruba a calmaria e fisga o tempo com fome. O poeta
está nu, como sempre...  
Allen encontra Vincent, e ao pé da orelha não quer saber 
por onde o pintor andou, andou enterrado. Hoje os
dois dividem uma coca-cola pra por a conversa em dia.
A cada dez anos o poema só fica mais rouco e sádico.

1957 . Ginsberg publica Death to Van Gogh's Ear
1997 . O encontro com Vincent
2017 . As pinturas e os versos para os vivos

BEAT . Nicholas Petrus
+ verso a verso - corte colagem 
+ três novas estrofes-heartbeats 
1 . America-Cadillac Aesthetic
2 . On Antimatter Diet Therapy
3 . One Less Roadside Solstice
Audio . voz de Allen Ginsberg
Video . arqueologia www












25.1.17

HOMELAND . VIDEO




HOMELAND
NICHOLAS PETRUS
6'00" . b&w . mute
2017


... mover y deslocarse por tierras no catalogadas,
no mapeadas y no delimitadas – o limitadas – por
nosotros mismos.

Un intento de llegar a un territorio que es un
estado emocional, psicologico.
Ser un estranjero, un desubicado.

Sentir el viaje como texturas de sensaciones.
Notas de un diario del pseudo-turista-flaneur
sin destino ni nacionalidad.
Buscando bordes, fronteras, cosas limitrofes olvidadas.

Volver a un espacio nunca abandonado, un paisaje nunca
reconocido - falsificado, como un recuerdo sin saudade



... moving over a land not cataloged, not mapped and not
delimited - or limited - by ourselves.

An attempt to reach a territory that is an emotional
state, tactile psychological feeling.
Being a stranger, an outcast, a foreigner.

Noticing the journey as texture of feelings.
Notes of a pseudo-tourist-flaneur diary,
without destination or nationality.
Looking for borders, edges, lost forgotten things.

Back to a never-abandoned place, non familiar space.
A landscape not recognized - falsified,
as a memory missing its inner tenderness 

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23.10.16